01 ·Detecção de metais
Dois princípios físicos diferentes
O detector de metais gera um campo eletromagnético na abertura por onde o produto passa; metais condutivos ou magnéticos perturbam o campo e o equipamento reconhece a assinatura da perturbação. A inspeção por raio-X forma uma imagem do interior do produto e encontra o que for mais denso que o alimento ao redor.
Dessa diferença de princípio saem todas as consequências práticas: o que cada um enxerga, o que cada um sofre e quanto cada um custa.
Se um dos princípios fosse superior em tudo, o outro teria sumido do mercado; os dois seguem em produção porque cada um tem um território onde é a resposta mais eficiente. O trabalho da escolha é descobrir em qual território a sua aplicação está, e não eleger um vencedor universal.
02 ·Detecção de metais
O que cada um detecta
Metais ferrosos, não ferrosos e aço inox: os dois detectam. A lista do raio-X segue adiante, porque densidade não exige condutividade: vidro, pedra, osso calcificado e espinha entram no alcance. Pro detector de metais, tudo que não conduz é invisível por princípio.
O raio-X também tem seu limite físico, e é honesto conhecê-lo: o contaminante precisa ser mais denso que o produto. Materiais leves, como a maioria dos plásticos, ficam fora da lista dos dois equipamentos. Quem promete detecção universal está vendendo, não dimensionando.
Um critério extra que costuma desempatar: a mesma imagem do raio-X faz verificações que o detector de metais não tem como fazer, porque ele não forma imagem: integridade da embalagem (quebra), contagem de unidades dentro da caixa e estimativa de peso por zona. Se a linha precisa de alguma dessas conferências, o raio-X entrega o pacote junto com a detecção de contaminante, e o comparativo deixa de ser só sobre corpo estranho.
03 ·Detecção de metais
Onde cada um sofre
O detector de metais sofre com dois vizinhos: a embalagem e o próprio produto. Embalagem metalizada ou lata é um objeto metálico passando pelo sensor, e o sinal do recipiente mascara o fragmento pequeno lá dentro. Alimentos úmidos ou salgados também perturbam o campo (o chamado efeito de produto), e é aí que a multifrequência trabalha: a linha DM varre de 31 a 937 kHz pra escolher a frequência que melhor separa o metal do sinal do produto. Um detector bem ajustado convive com efeito de produto; com embalagem metalizada, a física não ajuda.
O raio-X não se importa com condutividade nem umidade: filme metalizado é fino e quase transparente ao feixe. O desafio dele são produtos com regiões muito densas ou variação natural alta, que pedem geometria certa (duplo ou triplo disparo) e ajuste fino do padrão aprendido.
Há ainda o custo silencioso de errar a escolha: a rejeição falsa. Um detector operando com efeito de produto mal resolvido, ou forçado a conviver com embalagem metalizada, rejeita produto bom continuamente, e esse produto ou vira perda ou volta pra linha com custo de reinspeção. Equipamento certo pra aplicação rejeita pouco e rejeita certo, e essa diferença aparece no caixa antes de aparecer na auditoria.
04 ·Detecção de metais
A árvore de decisão
Risco só de metal, embalagem comum: detector de metais, que custa menos e resolve. Embalagem metalizada ou lata, ou histórico que inclui vidro, pedra ou osso: raio-X. Produto úmido ou salgado com exigência de sensibilidade alta: teste comparativo antes de decidir, porque o efeito de produto varia caso a caso.
E há o cenário dos dois: linhas em que o detector cobre um ponto crítico (granel na recepção, por exemplo) e o raio-X cobre outro (produto final embalado). O plano HACCP define os pontos; o equipamento certo em cada um é consequência. Quando falta espaço físico, os equipamentos combinados juntam controle de peso e inspeção no mesmo chassi.
Volume entregue dá a régua da experiência da Varpe nos dois lados: mais de 2.500 detectores de metais e mais de 600 sistemas de raio-X desde 2004, ambos fabricados com engenharia de aplicação local.